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Ana Clara MeloEscritores brasileiros

Escritores brasileiros: Murilo Rubião

Imagem de Murilo Rubião
A história da literatura abriga os exemplos mais diversos. Um deles foi o de Murilo Rubião, escritor mineiro de Carmo do Rio Claro, nascido em 1916. Com uma pequena produção literária, atribui-se a Murilo um pioneirismo na denominada literatura fantástica nacional.

Ele contou com o privilégio de crescer em um ambiente de leitura. Seu avô e seu pai eram escritores e poetas, e foi na vasta biblioteca do pai que Rubião teve contato com a literatura.

Depois de terminar o ensino médio em Belo Horizonte, ele ingressou na faculdade de direito da Universidade de Minas Gerais, mas sua verdadeira paixão eram os livros.

Durante o curso de direito, ele iniciou sua carreira jornalística trabalhando no jornal Folha de Minas e na revista Belo Horizonte. Encontrou, todavia, trajetória profissional junto ao serviço público, ocupando cargos como diretor de rádios e jornais públicos e de chefia.

Dedicou-se exclusivamente aos contos. A pouca produção de Murilo Rubião é frequentemente atribuída ao seu trabalho meticuloso com a linguagem. Ele reescreveu e republicou muitos de seus textos ao longo da vida, e alguns levaram mais de vinte anos para serem concluídos.

Tentou publicar, sem sucesso, o primeiro livro em 1939. Rubião continuou a escrever e alterar a obra até que ela foi publicada em 1947, com o título de 'O ex-mágico'. Em 1965, saiu o livro 'Os dragões e outros contos', com nove histórias inéditas e doze textos reescritos.

Quase uma década depois, em 1974, alcançou maior reconhecimento com as obras 'O pirotécnico Zacarias' e 'O convidado'. Murilo Rubião ainda lançou outros dois livros antes de sua morte, em 1991.

Talvez a constante revisão do texto limitou a produção em quantidade pelo autor, que escreveu pouco mais de cinquenta contos. A escassez de material pode ter contribuído para o baixo conhecimento de Murilo Rubião pelo público brasileiro. 

O escritor elaborou um universo próprio de faz de conta . Valendo-se de criaturas míticas, ou de lendas como a da Torre de Babel, Rubião as explorava em situações prosaicas. O extraordinário sucumbia ao comezinho. 

Pode-se dizer que os resultados variaram. Os melhores contos transportam o leitor prazeirosamente pelo faz de conta de Rubião. Neles se encontra maestria. Em outros, o universo paralelo do autor parece se apresentar entrecortado.

E aqui e ali, personagens e contos se tingem de preconceito ou certo racismo. Mas o melhor de Murilo valeria ser de maior conhecimento geral. 




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